Brasil diz rechaçar sobretaxa de 12,5% e volta a falar em reciprocidade - CNN Brasil

Direct Source Verification: This story is aggregated from CNN Brasil (cnnbrasil.com.br). Full reporting rights and copyright belong to the primary publisher.
O governo brasileiro emitiu uma nota na noite desta quinta-feira (23), na qual diz rechaçar a sobretaxa de 12,5% a produtos brasileiros em função da investigação dos Estados Unidos sobre trabalho forçado.

O governo brasileiro emitiu uma nota na noite desta quinta-feira (23), na qual diz rechaçar a sobretaxa de 12,5% a produtos brasileiros em função da investigação dos Estados Unidos sobre trabalho forçado.

No comunicado, a Presidência voltou a falar que iniciará, de forma imediata, "os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade".

O Planalto afirma não existir "base legal" para sustentar a política comercial protecionista imposta pelos Estados Unidos.

Carne bovina brasileira fica fora de sobretaxa de 12,5% dos EUAMichelle grava vídeo em resposta a pedido de desculpas de FlávioPlanalto prepara reação a eventuais ataques de Milei contra Lula e eleições Na nota, o governo acusou o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) de manipular temas importantes para os "direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo" como justificativa para denunciar 59 países e a União Europeia de "práticas desleais".

Nesta quinta-feira, o USTR confirmou a aplicação de uma nova tarifa contra 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado.

Segundo o documento do governo brasileiro, o país é reconhecido pela OIT (Organização Internacional do Trabalho por "fortes compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado" e destaca que o Brasil assinou 66 Convenções em vigor na OIT, enquanto o país estadunidense é signatário em "apenas 10 dessas Convenções".

As Convenções da OIT são tratados internacionais criados pela Organização para definir regras básicas de proteção aos trabalhadores. Entre os temas destacados estão, a proibição do trabalho forçado, fim do trabalho infantil e igualdade salarial.

"Esse compromisso de combate ao comércio internacional de bens relacionados ao trabalho forçado é intensificado pela abordagem multidimensional de nossas políticas domésticas de fiscalização, prevenção, acolhimento pós-resgate das vítimas e combate ao trabalho escravo contemporâneo", declarou o Planalto.

As alíquotas são de 10% para países que, segundo o USTR, "se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado"; e de 12,5% para países que não teriam adotado tal proibição.

O Brasil acabou atingido pela alíquota mais elevada, como adiantado pelo analista de Internacional da CNN Brasil, Lourival Sant'Anna.

A tarifa se soma a taxas anteriores aplicadas contra o país, como a de 25% anunciada em decorrência de investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas desleais pelos EUA.

"O Representante Comercial determinou, de acordo com a orientação específica do Presidente, que a taxa tarifária a ser aplicada e o escopo das tarifas e isenções são apropriados para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas considerados passíveis de ação na investigação", diz documento do órgão.

Além do Brasil, o USTR avaliou que outras 53 economias "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

Original Source
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/brasil-diz-rechacar-sobretaxa-de-125-e-volta-a-falar-em-reciprocidade/
Visit CNN Brasil ↗
SHARE STORY:
𝕏 f in

Related Coverage in Technology